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DSC06738 (Small)Lineage, Control Strike, GTA ,The Sims, The Duel,  e muitos outros nomes estranhos, como estes, podem parecer algo abstrato para a maioria das pessoas, porém, para alguns jovens apaixonados por jogos eletrônicos esses nomes são sinônimo de entretenimento, dedicação e dependência.Paulo Damasceno de 14 anos, diz que já chegou a jogar 18h por dia, “só não fico na frente do computador quando estou na escola, passo horas conquistando novos itens no jogo como armas, armadura  para lutar  virtualmente com meus colegas. Quero ser o mais forte do servidor.”

Toda essa dedicação infelizmente traz consequências negativas, o estudante Atos Oliveira, 19 anos, comenta que já perdeu de ano na escola  e até uma namorada. “Jogo Lineage há 4 anos, atualmente fico de 2 a 3h por dia no game, estou me controlando para reduzir. Quando era sexta série, ficava muito mais tempo, chegava a 6h, acabei repetindo o ano e sendo largado pela namorada. Na época, morava em Irecê e ela em Lapão, deixava de vê-la para ficar jogando, quando ela soube inventou uma historia e não quis mais”.

“Quando alguém me proíbe de jogar, fico mal, me sinto como se não tivesse nada para fazer, fico entediado, não vou estudar porque sinto raiva de quem proibiu e tudo piora. Jogar já me prejudicou muitas vezes, quase todas as recuperações que fiz no colégio foi porque deixei de estudar para jogar”, comenta Paulo.

Diversos estudos apontam que os jogos eletrônicos, a principio, não são um problema e ajudam no desenvolvimento do raciocínio, porém eles viram um problema grave quando interferem na rotina do jogador, gerando, por exemplo: baixo rendimento na escola, falta de sociabilidade, depressão, diminuição dos hábitos de higiene pessoal, falta de apetite, enxaqueca e insônia. Nesses casos os responsáveis devem ficar atentos e se o problema não for resolvido apenas com o diálogo ou naturalmente, vale a pena procurar a ajuda de um profissional.

No mundo dos jogos virtuais os jovens se transformam em quem querem, ganham poderes especiais, enfrentam batalhões e vivenciam uma fantasia que gera prazer. Porém essa sensação pode ser “a ponta de um iceberg” escondendo problemas maiores como depressão ou transtornos compulsivos.

Em entrevista a revista Época, o psiquiatra Daniel Spritzer, especialista na temática, alertou que “o organismo de um viciado em jogos de computador reage de maneira parecida ao de um viciado em drogas como crack ou cocaína. Quando a pessoa está jogando, seu cérebro libera uma substância chamada dopamina, que causa sensação de prazer e euforia. Isso faz o viciado querer passar todo o tempo jogando. Enquanto no organismo do viciado em drogas a dopamina é liberada por um estímulo químico, no viciado em jogos de computador ela é liberada por causa de um comportamento repetitivo”, diz o psiquiatra.

Pedro Moraes

lulawagnargeddelPor Pedro Moraes

Geddel conseguiu. A aliança nacional entre o PMDB e o PT está desfeita na Bahia. Mas o que o PMDB queria? É difícil responder depois de tantos benefícios ganhos. Geddel é ministro de um governo do PT, na Bahia o partido tinha o comando de três secretárias, sete órgãos do estado, aproximadamente 500 cargos comissionados e o apoio total do governo estadual e federal em suas prefeituras. Ontem (08), Wagner provando que as desavenças partidárias entre o PMDB e PT não interferem nas ações do governo, inaugurou uma série de obras em Morro do Chapéu, terra do prefeito “gedelista” Lucídio Rebelo (PMDB), como a construção do sistema de abastecimento de água na comunidade quilombola Barra de Dois, que vai abastecer os povoados de Olaria, Candeal e Palmeiras; dois sistemas simplificados de abastecimento para as comunidade de Várzea Grande e Jacarezinho e a construção de uma nova escola para o distrito de Icó com seis salas de aula. Ao todo, os investimentos ultrapassam R$ 970 mil, auxiliando a aproximadamente mil pessoas.

Parece que Geddel que nunca foi um parceiro confiável, arregalou os olhos para eleições que tem pouquíssimas chances de ganhar. Na política, acredito que muito superior ao ego de cada indivíduo, um projeto tem que ser defendido e acompanhado, um político só deve contestar essa diretriz se ele tiver um motivo ideológico ou um projeto de governo diferenciado, algo superior aos interesses pessoais, coisa que com certeza o PMDB baiano e Geddel não têm.

O PMDB, a nível federal, continua sendo um importante aliado do governo Lula, ele oferece estabilidade política garantindo que os projetos do governo serão levados adiante, com esse parceiro a base governista é maioria absoluta na câmara e no senado. Porém, o PT e PMDB na Bahia e Brasil são historicamente partidos diferentes. Nascidos em berços opostos, o partido do ministro Geddel é um “amigo” que adora o poder e independente de quem esteja à frente existe a possibilidade dele abraçar a causa. O grande problema é que o partido quando vira aliado cobra um preço caro, arregala os olhos, enche a boca de água e exacerba no pecado capital da gula, “raspando todo o tacho” só deixando os farelos.

A ruptura foi boa para Bahia, afinal, é importante termos políticos do PMDB com cara de PMDB e os do PT com cara de PT e não como estava, onde podíamos encontrar no mesmo saco de farinha os dois, estávamos com um governo sem identidade petista. Acredito que eleitoralmente, apesar de parecer o contrário, o vitorioso nessa ruptura é Jaques Wagner. Os eleitores do governador estão definidos e sem esse aliado que “só queria raspar o tacho” a tendência é que Wagner comece a fazer o que não estava fazendo: Dar atenção aos verdadeiros amigos. Com a entrada de Geddel na Briga o que vai existir é uma luta entre ele e Paulo Souto que tem um eleitorado semelhante. Ambos vão se fragilizar e possivelmente vamos ver Geddel novamente no governo, seja no segundo turno apoiando Wagner ou apoiando o governador depois de eleito no primeiro turno, para mais uma vez encher o próprio prato.