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“Não tenho medo de reclamação, dirijo em todos locais da região e coloco o som na altura que quero porque nunca ouvi falar que alguém daqui teve problema com isso”.

Por Pedro Moraes

Venho recebendo constantes denúncias de diversas pessoas que estão se sentindo prejudicadas pela intensa poluição sonora, que se alastra com cada vez mais intensidade na microrregião de Irecê.  O cenário não é diferente em nenhuma das localidades, carros equipados com aparelhos sonoros de alta potência, passam nas ruas com o volume acima do permitido em qualquer horário, as festas são executadas sem nenhum tipo de domínio acústico, os bares colocam som ao vivo ou mecânico sem controle de altura ou horário e o comércio não se cansa de usar os carros de som rodando pelas cidades anunciando suas ofertas.

Em Lapão, muitas pessoas que preferem não se identificar, por receio de algum tipo de coação, alegam não ter condições de trabalhar ou simplesmente dormir com o intenso barulho nos bares da cidade e carros com som. Essa situação é vivenciada por um lavrador que mora em uma das ruas atrás da AV. ACM, que dá acesso à cidade. “No outro lado da rua tem um bar que funciona durante toda a semana vendendo espetos de carne assada e cerveja a noite. Se chama Espetinho do Wilson, ele não me dá sossego. Sou paciente, mas mesmo assim não estou aguentando, na segunda, trabalho cedo e no domingo o barulho só acaba depois das duas da manhã. Agora me diz, como posso acordar às cinco se durmo depois das duas?”, questiona o agricultor.

Praça Bráulio Cardoso

Outro morador da cidade, que reside na praça central tem o mesmo problema. “Na Praça Bráulio Cardoso tem um local chamado Bar do Enoque, que colocam uma caixa de som e todo fim de semana leva uns cantores para cantar o mesmo repertório, já gravei todas as músicas. E tem outro, na mesma rua, chamado Mega Bar que coloca um som mecânico super alto. Se o som ainda fosse baixo tudo bem, mas parece que esses bares colocam as músicas para todas as ruas vizinhas ouvirem e não só para os clientes. Na minha sala, não dá para ver televisão direito, se for conversar, tenho que trancar as janelas e a porta. Para dormir, não tenho direito de escolher o horário, é só quando a farra parar. Tentei reclamar, fui ao bar, conversei com um funcionário, liguei para a polícia, mas nenhum dos dois me deram atenção. Alguém tem que tomar providência, não é possível que o divertimento de poucos que sentam nas mesas da praça seja mais importante que o direito de dormir de moradores de várias ruas”, desabafa.

Na Rua Antônio Pereira da Silva, os moradores dizem que a realidade é ainda mais complicada. Um comerciante que tem um estabelecimento próximo a sua casa comenta que na localidade o único dia de tranquilidade é na segunda. “Se alguém chegar aqui na rua até às 22h,  pensa que o lugar é um paraíso, mas certamente chegando depois das 0h vai conhecer outra realidade. Tem um bar bastante conhecido, chamado Tenta do Carlinhos que só deixa as pessoas terem sossego na segunda, pois durante todo o resto da semana ele fica até 3h da manhã aberto e se não bastasse o barulho interno, ainda tem pessoas que não conseguem entrar no estabelecimento e ficam de fora conversando alto e zoando na rua. O som do bar é alto,  mas o que incomoda mais é o público, é gente gritando, falando palavrões e carros que ao saírem cantam pneu e aumentam o som. Em decorrência disso, não durmo bem  e acabo tendo que lutar durante o dia para não ficar mal humorado, e não descontar o stress nos clientes ou na minha família, pois a ausência do sono causa irritação. Fiz uns tampões nas centelhas das janelas para minimizar o problema, mas mesmo assim, o barulho entra. A justiça deveria obrigar esses estabelecimentos que são próximos a residências, a usar um isolamento acústico e a polícia deveria fiscalizar mais isso. Sinto-me  lesado, pago meus impostos em dias e não precisaria ficar fazendo denuncias sobre isso, até porque existem leis que são fáceis de serem cumpridas, bastas às autoridades quererem colocá-las em prática”, disse o comerciante.

Na cidade, o maior problema em relação à poluição sonora é o volume excessivo dos aparelhos de som dos veículos. Eles não obedecem a horário, nem muito menos o nível de ruído, a problemática é tão comum que já virou um hábito, hoje, dizer que tem um carro em Lapão que não seja bem equipado com esse acessório soa estranho. O menor de iniciais ASD, de apenas 15 anos, afirma que o pai colocou o som no carro com uma potência considerável a seu pedido e que infringe a lei pela certeza da impunidade. “É massa demais, onde paro faço a festa. Não tenho medo de reclamação, dirijo em todos locais da região e coloco o som na altura que quero porque nunca ouvi falar que alguém daqui teve problema com isso”, diz o estudante. Na Rua José Mangueira, um funcionário público conta que em um bar de sua rua, vários clientes param o carro em frente ao estabelecimento e abusam do som alto. “O próprio proprietário tem um carro e faz isso. Quase todos os dias eles encostam na calçada e ligam o som em altura que incomoda a rua toda, já fui na delegacia registrar ocorrência e ao Ministério Público, ambos disseram que iriam resolver o problema, estou aguardando”.

O capitão da policia militar, José Renato, convocou para uma reunião alguns proprietários de bares da cidade expondo os problemas. Ao término, foi combinado informalmente que os donos dos estabelecimentos iriam se comprometer em reduzir o volume, assim como não atender clientes que estejam com o aparelho de som ligado. O militar ainda disse que no descumprimento do acordo, ele iria acionar o poder judiciário para resolver o problema. Mas, infelizmente na mesma semana da reunião a situação permaneceu a mesma.

A Superintendente de Apoio Rural e Meio Ambiente e presidenta do Conselho em Defesa do Meio Ambiente, Lucivanda Oliveira Porto, reconhece a gravidade do problema e promete em breve algumas mudanças. “O código municipal de meio ambiente e o conselho foram implantados e estão aptos a funcionar. Já solicitamos um decibelímetro (aparelho responsável para medir o nível de ruído) e em parceria com a polícia militar vamos verificar a situação para tomar as devidas providências”.

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A Câmara dos Deputados instalou nesta quarta-feira (26/05), a Comissão Especial encarregada de emitir parecer sobre a Proposta de Emenda Constitucional 386/09, a PEC dos Jornalistas. O prazo para emendas à PEC está aberto a partir desta quinta-feira. A expectativa é de que o parecer sobre a proposta seja apresentado no máximo até o dia 24 de junho.

A PEC 386/09, de autoria do deputado Paulo Pimenta (PT/RS), teve sua admissibilidade aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara em novembro de 2009. Desde este período a Frente Parlamentar em Defesa do Diploma, integrada por deputados e senadores de diversas siglas, esforça-se para acelerar a tramitação da matéria. No início de maio, em contato com o autor da PEC e com o presidente da FENAJ, Sérgio Murillo de Andrade, o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB/SP), comprometeu-se em acelerar a instalação da Comissão Especial.

Na reunião de instalação ocorrida na tarde desta quarta-feira, no plenário 14 da Câmara, foram definidos o presidente e os três vices da Comissão Especial, deputados Vic Pires (DEM/PA), Rebecca Garcia (PP/AM), Francisco Praciano (PT/AM) e Coubert Martins (PMDB/BA), respectivamente, como também o relator da matéria, o deputado Hugo Leal (PSC/RJ). Embora o relator tenha o prazo de até 40 sessões para emitir parecer sobre a matéria, um acordo de lideranças estabeleceu o prazo de 10 sessões para que isto ocorra. O relator pretende fazê-lo até o dia 24 de junho.

Com o prazo de emendas à PEC já aberto, cada parlamentar que desejar apresentar alguma proposta de alteração no texto original precisará do apoio de pelo menos 171 deputados. A Comissão Especial tem nova reunião agendada para o dia 1º de junho (próxima terça-feira), para traçar um plano de trabalho e aprovar requerimentos de audiências públicas sobre a exigência do diploma para o exercício profissional do Jornalismo.

FENAJ

Considerado por muitos o boêmio mais antigo da região, o lapoense conhecido como “Quinho”, de 80 anos, esbanja energia e mesmo após muitos carnavais não perde uma festa, estando sempre pronto para dançar a próxima música. “Minha pressão arterial é doze por oito e o coração está inteiro, quando vou ao médico o pessoal fica admirado com minha saúde. Tenho essa idade e desafio qualquer jovem ou velho a me acompanhar, os novos de hoje estão acabados e os velhos de minha época, também. Posso curtir mais de dez noites seguidas e no outro dia não sinto nada. As vezes estou em casa e basta ouvir um som na rua, bato o pé e já estou pronto para a folia. Todo fim de semana vocês me encontram na boemia, pode ser no bar de Enoque, Forró da Neura ou qualquer outro local da região que venha um cantor de fora”.

Casada há quase 54 anos com Quinho, dona Neuza diz nunca ter sentido ciúmes do marido, e não se importa com as constantes farras do boêmio lapoense. “Ela não gosta de sair, foi uma ou duas vezes no carnaval e nunca mais quis ir. Às vezes chego amanhecendo o dia e ela nunca diz nada, criei meus seis filhos, mas nunca perdi minhas farras. Se o cara tem energia, tem que curtir, não é mesmo?”, salienta Quinho.

Conhecido na região por suas habilidades como dançarino, Quinho dança de bolero a forró e afirma saber dançar quatorze estilos diferentes, acompanhado por uma dama, e qualquer outro ritmo sozinho. Ao se recordar do passado, eufórico, ele conta: “Quando era mais jovem, ganhei o prêmio de dança no salão de Eurico, aqui em Lapão, depois disso um cara de Presidente Dutra me desafiou para ver quem era o melhor dançarino. Fui à cidade dele, dancei muito e ganhei na aposta oito grades de cerveja, fizemos uma farra danada. Na época tinha um sanfoneiro com nome de Muritiba e outro conhecido como Nenem do Belo Campo, e onde eles tocavam estava por perto”.

QUINHO NO FAUSTÃO – Em-polgado com seus talentos como dançarino, Quinho encaminhou um DVD para o programa do Faustão, dançando dez tipos de ritmos para o quadro “Se vira nos trinta”, esperou dois anos e foi chamado. “Foi emocionante, eles pagaram tudo, fiquei em um dos melhores hotéis e conheci vários artistas. Além de Faustão, conversei com o grupo Jota Quest, Ivete Sangalo e Caçulinha.”

Quinho comenta que no dia da apresentação tinha um jogo do Brasil e a equipe estava correndo contra o tempo. Com a pressa, o auxiliar de palco trocou as placas anunciando que ele dançaria merengue e lambada, porém, o que tinha sido combinado era para dançar um pouco de vários estilos. “Sei que comecei a fazer uma dança, só que quando mudei de ritmo, os jurados não entenderam e fui desclassificado. Mas o erro foi deles, fui falar com Faustão e ele concordou comigo”. Quinho não desistiu e logo que retornou encaminhou outro DVD para a produção do Domingão do Faustão dançando desta vez quatorze ritmos diferentes. “Também enviei um para o programa do SBT, “Qual é o seu talento?”, as duas emissoras me pediram para aguardar  um pouco. Quero muito voltar e desta vez vou para ganhar, mas se perder, o que vale é a farra, a aventura e a curtição”.

HISTÓRIA: Francisco Lages de Carvalho ganhou o apelido ainda criança, quando as tias o chamavam de Francisquinho, se abreviando depois para apenas Quinho. Começou trabalhando na lavoura e depois decidiu pintar e consertar bicicletas. “Fiquei alguns anos trabalhando com isso até que comprei um projetor de cinema e passava numa bitola de 16mm filmes de faroeste e guerra por toda região”. O cinema móvel do Quinho passou por Lapão, Campo Formoso, Ibipeba, Barro Alto, São Gabriel, Uibaí, Presidente Dutra, Hidrolândia e Barra do Mendes.

De acordo com Quinho, os salões lotavam nas exibições.  “Naquele tempo não existia cinema na região, fiquei dois anos nesse ramo, até que fiz um rolo”. Quando ele desistiu do ramo, juntou a moto com o projetor e trocou por um caminhão para fazer frete da produção agrícola na região e levar os mascates para feiras de João Dourado, Ibititá e Xique-Xique.

“Sou um homem de vanguarda, sempre gostei de inovar, fiz bicicleta de pau, adaptei caminhonetes, mas era louco por avião. Comprei plástico, fiz uma hélice e comecei a fazer a estrutura da nave, mas mamãe achou que iria morrer, me tomou o material e escondeu tudo (risos)”. Quinho não desistiu do sonho de voar, vendeu uma porca por 53 mil réis e fretou um avião até Xique-Xique. “Fui o primeiro homem da região a voar de avião,” diz, orgulhoso.

Pedro Moraes

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Há trinta anos saia de Cabrobó, interior Pernambuco, mais um pau-de-arara com pessoas que sonhavam com dias melhores. Ao ouvir falar na terra do feijão, seu Otacílio não pensou duas vezes e viajou com sua esposa, dona Josefa e os dez filhos em um caminhão fretado por sonhadores. Dentre eles estava Severino que relembrando o passado narra um pouco de sua história: “Vimos em busca de trabalho, não conhecíamos nada por aqui, porém a situação em Cabrobó estava difícil e sempre alguém dizia para gente que Irecê tinha muito serviço então meu pai veio conferir. Por aqui deu certo, gosto muito da cidade, mas sinto saudade do rio São Francisco. Quando era menino me divertia pulando da ponte para água, são momentos de uma boa infância”, conta Severino Ferreira de Lima, conhecido como Bil.

O jovem pernambucano logo conseguiu emprego na Bahia e nas lavouras da região de Irecê e oeste baiano, Bil trabalhou como tratorista por mais de 20 anos, plantando soja, algodão, milho, feijão e mamona. Casou-se três vezes, sendo que o primeiro casamento durou dez anos, o segundo cinco e o terceiro quarto. “Hoje estou só, mas em busca de um novo amor porque ainda sonho em ter um filho. Tem umas moças que me procuram perguntando se sou casado, mas gosto de ir atrás, essas assim não dão certo”.

Já com 41 anos, Bil conta que de seus amores a segunda esposa foi a que mais marcou e voltaria a viver com ela, porém o orgulho dos dois lados, não conseguem cicatrizar as mágoas do passado. “Uma mulher que sinto falta é Luzia, ela era muito boa para mim, mas o ciúme estragou muita coisa. Nós brigávamos muito e juramos um para o outro nunca mais se falar. Um tempo depois ela se casou novamente e se separou, também está só, mas hoje, um passa pelo outro de cara fechada. Tenho vergonha de procurá-la e tentar voltar, mas se ela me procurasse,  ficava com ela e tentava tudo novamente”.

Com um sorriso e expressivo e um papo amistoso, o ex-agricultor trabalha numa barraca que era de sua mãe, que se aposentou há três anos. Todos os dias, bem cedo, ele abre o local e começa a vender um pouco de tudo, dentre outros, bebidas, chocolate, balas e lanches. “Hoje o que mais vende é água de coco, os salgados e a velha pinga de raiz”. Falando em pinga, a barraca do Bil conserva a tradição e tem uma variedade impressionante de cachaças. Tem para todos os gostos, é carapiá, umburana, quebra-facão, jatobá, catingueira, quebra-pedra, camaçari, para tudo, pindaíba, dandá,  cambuí,  junco, cidreira, capim santo e erva doce. “Compro as ervas no mercadão, jogo na garrafa com pinga pura dá boa e deixo curtir. Depois de uns três dias ela já pronta”, revela Severino.

Bil comenta que a barraca além de ponto de encontro para as pessoas que pegam ônibus para cidades vizinhas, também serve de “farmácia”. “Os caras chegam aqui e dizem: Bil, bota ai uma dose para dor de coluna, ai toma um jatobá, se tiver de disenteria vai de umburana, se tá com tosse toma uma pindaíba e se aparecer com dor nos rins o cara vai de quebra-pedra. Não sei se funciona mas eles dizem que melhora na mesma hora(risos)”.

Pedro Moraes

DSC06738 (Small)Lineage, Control Strike, GTA ,The Sims, The Duel,  e muitos outros nomes estranhos, como estes, podem parecer algo abstrato para a maioria das pessoas, porém, para alguns jovens apaixonados por jogos eletrônicos esses nomes são sinônimo de entretenimento, dedicação e dependência.Paulo Damasceno de 14 anos, diz que já chegou a jogar 18h por dia, “só não fico na frente do computador quando estou na escola, passo horas conquistando novos itens no jogo como armas, armadura  para lutar  virtualmente com meus colegas. Quero ser o mais forte do servidor.”

Toda essa dedicação infelizmente traz consequências negativas, o estudante Atos Oliveira, 19 anos, comenta que já perdeu de ano na escola  e até uma namorada. “Jogo Lineage há 4 anos, atualmente fico de 2 a 3h por dia no game, estou me controlando para reduzir. Quando era sexta série, ficava muito mais tempo, chegava a 6h, acabei repetindo o ano e sendo largado pela namorada. Na época, morava em Irecê e ela em Lapão, deixava de vê-la para ficar jogando, quando ela soube inventou uma historia e não quis mais”.

“Quando alguém me proíbe de jogar, fico mal, me sinto como se não tivesse nada para fazer, fico entediado, não vou estudar porque sinto raiva de quem proibiu e tudo piora. Jogar já me prejudicou muitas vezes, quase todas as recuperações que fiz no colégio foi porque deixei de estudar para jogar”, comenta Paulo.

Diversos estudos apontam que os jogos eletrônicos, a principio, não são um problema e ajudam no desenvolvimento do raciocínio, porém eles viram um problema grave quando interferem na rotina do jogador, gerando, por exemplo: baixo rendimento na escola, falta de sociabilidade, depressão, diminuição dos hábitos de higiene pessoal, falta de apetite, enxaqueca e insônia. Nesses casos os responsáveis devem ficar atentos e se o problema não for resolvido apenas com o diálogo ou naturalmente, vale a pena procurar a ajuda de um profissional.

No mundo dos jogos virtuais os jovens se transformam em quem querem, ganham poderes especiais, enfrentam batalhões e vivenciam uma fantasia que gera prazer. Porém essa sensação pode ser “a ponta de um iceberg” escondendo problemas maiores como depressão ou transtornos compulsivos.

Em entrevista a revista Época, o psiquiatra Daniel Spritzer, especialista na temática, alertou que “o organismo de um viciado em jogos de computador reage de maneira parecida ao de um viciado em drogas como crack ou cocaína. Quando a pessoa está jogando, seu cérebro libera uma substância chamada dopamina, que causa sensação de prazer e euforia. Isso faz o viciado querer passar todo o tempo jogando. Enquanto no organismo do viciado em drogas a dopamina é liberada por um estímulo químico, no viciado em jogos de computador ela é liberada por causa de um comportamento repetitivo”, diz o psiquiatra.

Pedro Moraes

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Fonte: SECULT

O quê: Debate Jornalismo Literário – O New Jornalism (CCBB Itinerante)

Onde: Sala do Coro do Teatro Castro Alves

Quando: 18 de agosto, terça-feira, às 19 horas

Entrada gratuita


No dia 18 de agosto, das 19h às 21h, dentro da programação do Centro Cultural Banco do Brasil Itinerante (CCBB Itinerante) Etapa Salvador será realizado o debate Jornalismo Literário – O New Journalism e as Experiências Inovadoras do Jornalismo Brasileiro, com a presença dos jornalistas e escritores Luiz Carlos Maciel e Nirlando Beirão. Com mediação da jornalista e editora do suplemento Revista de A Tarde, Nadja Vladi, o encontro acontece na Sala do Coro do Teatro Castro Alves, com entrada gratuita.

O objetivo do debate é o de discutir o Jornalismo Literário, no Brasil e no mundo, apresentando o que de melhor foi produzido no gênero. Nirlando Beirão deverá apresentar o tema em linha gerais: o que é o New Journalism, quando surgiu, seus expoentes e as experiências inovadoras do jornalismo brasileiro. Luiz Carlos Maciel vai falar sobre sua carreira e, em especial, seu trabalho no jornal O Pasquim, do qual foi um dos fundadores.

Luiz Carlos Maciel é escritor, jornalista, roteirista. Foi um dos fundadores do lendário Pasquim, onde era o responsável pela coluna Underground, na qual foram divulgadas para o Brasil as primeiras informações sobre o movimento da Contracultura, nos anos sessenta. Trabalhou em jornais no Rio de Janeiro, entre eles Jornal do Brasil, Última Hora e na revista Fatos e Fotos. Editou o semanário Rolling Stone. Foi crítico de teatro para a revista Veja de 1977 a 1979. Em 1996, publicou Geração em Transe (Nova Fronteira,1996), em que aborda diferentes momentos e obras da contracultura brasileira. Em 1998, seu roteiro para o filme de longa-metragem Dolores foi premiado pelo Ministério da Cultura.

Nirlando Beirão é jornalista e escritor. Nasceu em Belo Horizonte e estudou Antropologia na Universidade Federal de Minas Gerais e na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Foi editor de Política de Veja; editor de Cultura de Istoé; redator-chefe de Senhor; colunista do Estado de S. Paulo; editor de Playboy; diretor de redação de Caras. Assina hoje a seção Estilo em Carta Capital, é diretor-adjunto da Revista Brasileiros e publisher da Wish Report. Tem vários livros publicados, entre eles um sobre a região dos Jardins, em São Paulo, um sobre bares – cultura e boemia –, uma biografia do arquiteto Cláudio Bernardes, outra do ex-ministro Sergio Motta e, em parceria com o publicitário Washington Olivetto, a segunda edição de Corinthians: É Preto no Branco – embora sua família mineira continue dizendo por aí que ele é, de fato, Atlético Mineiro.

As senhas para o debate devem ser retiradas com uma hora de antecedência, na bilheteria do teatro.